Residência de criação e aulas livres de dança ocorrem até sábado, no Parque Ambiental

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Começaram na segunda-feira, 23, as aulas livres (acima) de dança e a residência de criação (abaixo) nas dependências do Centro de Cultura e Sustentabilidade do Parque Ambiental Encantos do Sul, em Capivari de Baixo. As atividades integram a programação do Festival Internacional Dança em Trânsito, que encerra no Domingo. As aulas de dança e a residência de criação são dadas por Flávia Tápias e Gleydson Vigne, coreógrafos da Cia Dança em Trânsito que propõem e conduzem as atividades de modo a desenvolver habilidades, exercitar a criatividade e aprimorar talentos. A residência é um espaço de troca, que oferece a possibilidade de reflexão sobre a própria prática, ao mesmo tempo em que promove um intercâmbio de artistas.

Capivari de Baixo é uma das cidades do Festival, que em 2018 circulará por nove cidades brasileiras de cinco estados, uma cidade estrangeira (Paris), e receberá dez companhias internacionais, dez nacionais, seis jovens coreógrafos cariocas e dois projetos performáticos com estilistas convidados. Ao todo serão 65 sessões no Brasil e 13 sessões na França, com a realização de cinco residências de intercâmbios, quatro nacionais e uma internacional, que acontece em Paris.

O ápice do Festival em Capivari de Baixo, domingo, terá três grandes espetáculos.

O primeiro deles, o Ouroboros acontece às 16h, na área externa do Parque. A performance de 17 minutos foi inspirada na obra da artista plástica Eva Clouard (França), intitulada “La Phobie du Jardinier” e é formada por várias “serpentes” que foram criadas com mangueiras de água.

Ouroboros é um símbolo místico que costuma ser representado pelo círculo ou pela água. Ele representa o conceito da eternidade, através da figura de uma serpente (ou dragão) que morde a própria cauda. Com base na semiótica, a representação circular do Ouroboros simboliza a constante evolução e movimento da vida, além de outros significados como a ressurreição, a criação, a destruição e a renovação.

Às 18 horas, no teatro do Centro de Cultura e Sustentabilidade do Parque Ambiental entram em cena Žigan Krajnčan e Gašper Kunšek, da cidade de Ljubljana, Eslovênia (abaixo). Eles são os autores e intérpretes de Alien Express, apresentação com 40 minutos de duração.

A performance refere-se a como encontrar um Alien dentro de nós, percebendo a realidade como ela é. O show é um trem astral, que leva você a viajar de dualidade à unidade. Quer ser íntimo e universal ao mesmo tempo, mostra nossa própria história através de arquétipos, até o ponto em que a compreensão racional não é mais necessária.

Na sequência ao Alien Express e para fechar a edição do Dança em Trânsito será apresentado também no teatro o espetáculo Trilhas, com dançarinos de Capivari de Baixo e Entre Rios (RS). Os coreógrafos Flávia Tápias e Gleidson Vigne, autores da coreografia de Trilhas vêm participando das residências de criação do Festival Dança em Trânsito desde sua criação. A ideia da temática Trilhas surgiu a partir do desejo de expressar o magnetismo e potência desses encontros.

O Dança em Trânsito é o primeiro festival internacional de dança contemporânea brasileiro a extrapolar os limites do palco e ganhar as ruas e espaços públicos das cidades e neste ano chega à 16ª edição. “O Dança em Trânsito se mantém, ao longo de todos esses anos, coerente com sua proposta de valorizar, democratizar e incentivar a dança contemporânea no país, através do intercâmbio de diferentes linguagens e origens, de forma itinerante, e sempre buscando a formação de novos públicos para a dança e às artes”, resume Giselle Tápias, diretora artística e curadora do festival, que conta com o patrocínio da Engie Brasil.