Parque Ambiental passa a oferecer Sambaqui musealizado à população

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De uma maneira muito especial, o dia 9 de agosto de 2018 entrou para história do Parque Ambiental Encantos do Sul e da Associação Jorge Lacerda (AJL), entidade formada por cinco instituições para administrar o Parque. A partir desse dia, a população regional passou ter a possibilidade de visitar o primeiro sambaqui musealizado do complexo lagunar do Sul de Santa Catarina. Musealizar significa oferecer condições de as pessoas conhecerem o ambiente do sítio arqueológico. No caso do “Sambaqui I”, nome dado ao de Capivari de Baixo, a musealização incluiu a construção de uma calçada elevada na área externa, bancos e placas indicativas afixadas junto à cerca de proteção, apresentando e conceituando um sambaqui.

O local fica dentro da área do Parque Ambiental, que passa ser o primeiro parque do país a ter, preservar e cuidar de um sambaqui, musealizando seu entorno, gerando conhecimento e promovendo a conservação e valorização do sítio. Esta informação foi dada pela arqueóloga Deisi Scunderlick Eloy de Farias, coordenadora do projeto Arqueologia no Parque, de responsabilidade da AJL, mas executado pelo Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia (Grupep) da Unisul. A execução do projeto iniciou em outubro de 2015 e terminou em junho de 2018. Teve a participação de mais de 20 pesquisadores, estagiários e funcionários administrativos. O projeto custou em torno de R$ 300 mil e a origem dos recursos foi a renúncia fiscal da Engie Energia, via Lei Rouanet. A AJL foi a proponente do projeto.

Na cerimônia de finalização do projeto e de entrega do resultado à sociedade, realizada no teatro do Centro de Cultura e Sustentabilidade do Parque, na manhã do dia 9, o presidente da AJL Valdeci Algayer fez questão de agradecer a todas as pessoas, entidades e empresas envolvidas no projeto, que pela natureza e pela complexidade, foi de difícil execução. O diretor administrativo do Complexo Jorge Lacerda Jefferson Oliveira também seguiu sua fala no mesmo tom, de agradecimento, a todos.

 

A diretora do escritório técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de Laguna, Ana Paula Citadin destacou que o tombamento do sambaqui de Capivari de Baixo foi um caso de experiência exitosa envolvendo o setor público, a iniciativa privada e o terceiro setor e que estava satisfeita e feliz pelo resultado.

Deise de Farias abriu a cerimônia mostrando detalhes técnicos do projeto, ilustrados com imagens colhidas durante a execução. O prefeito de Capivari de Baixo encerrou a etapa de pronunciamentos dizendo que o município está orgulhoso por ter em seu território o sambaqui musealizado.

O poder público municipal também teve sua contribuição ao fazer melhorias importantes na Rua Maria da Silva Alves, no trecho sem pavimentação, onde foi construída a calçada. O prefeito disse também que estudará a possibilidade de pavimentar o trecho da rua em 2019.

E foi justamente neste local que se deu a segunda parte da solenidade, para onde as autoridades e público presente se dirigiram para um simbólico corte de fita inaugural.

O local passa a estar à disposição da comunidade escolar e de todos que queiram conhecer este patrimônio cultural da arqueologia.